O Drible

O drible é a ação de desvencilhar-se do adversário gingando o corpo enquanto se controla a bola, sempre com o fito de ludibriar o oponente, de vencer a dificuldade que se anteponha ao objetivo perseguido: o gol. Chapéu, chaleira, carretilha, elástico, pedalada, caneta, etc., são alguns de seus apelidos e formas. O drible no futebol profissional deve ser utilizado, em princípio, para ganhar espaço e/ou melhorar a visão para o passe. Ele pode produzir vantagem numérica num contra-ataque, pode propiciar posição de chute com alta probabilidade de acerto ou de assistência a um companheiro com melhor probabilidade. Continuar a ler “O Drible”

Óculos do Preconceito

Preconceito é uma postura de alienação a tudo que se desvia dos padrões de uma sociedade, é um juízo pré-concebido revelado numa atitude de discriminação a pessoas, lugares ou tradições, por entender como diferentes ou estranhos. É uma concepção inconsistente pois anterior ao conhecimento. É uma visão através de lentes que deformam. Geralmente parte de uma generalização simplista, denominada estereótipo. Ex:“nordestino é cabeça-chata; “paulista é prepotente”, “índio é indolente”, etc. Continuar a ler “Óculos do Preconceito”

As Moedas da Corrupção

Foi dado o tiro de partida para a corrida eleitoral, e com ele a emissão da primeira moeda de troca do sistema de corrupção política. Essa moeda é a base do triângulo da corrupção. Trata-se do financiamento de campanha. A remuneração de qualquer cargo político não cobre o montante gasto numa campanha. Então, quem paga e como paga esse vultoso e crescente (a cada eleição) gasto? As pessoas, física ou jurídica, que financiam uma campanha o fazem por algum interesse. Esse interesse pode ser fornecer bens ou serviços ao poder público e/ou obter um cargo político ou comissionado. Os financiadores de campanha, em regra, não são movidos por interesse outro senão o econômico, daí porque investem em boa parte dos candidatos que concorrem entre si. Ganhando A ou B estará garantido o retorno. O processo eleitoral é público, mas sua viabilidade financeira é privada, por efeito temos a promiscuidade eleitoral. Continuar a ler “As Moedas da Corrupção”

Anistia e Tortura

Parece até que ela esperava propiciar-me o reencontro com o meu torturador moral, cúmplice de minha tortura física nas dependências da Polícia do Exército, na Vila Militar, subsede do DOI-CODI do RJ.

Em fevereiro de 1969 estava com minha mãe, viúva recente, no altar da igreja do Salesiano para a celebração do casamento de minha irmã, quando sou avisado que a PF e o DOPS estavam chegando para prender-me. Escapei pela sacristia. Três horas após, esgueirando próximo à residência materna, meus tios-padrinhos (Lourdes Calmon Nogueira da Gama e Gal. Humberto Pinheiro Vasconcelos) me veem, avisam que o prédio está cercado. Com coragem (sabiam que eu estava armado e reagiria se necessário) e extrema solidariedade me dão cobertura em seu carro e montam, com outros parentes, um esquema de fuga. Escapei pela terceira vez, mas no final daquele ano caí prisioneiro. Continuar a ler “Anistia e Tortura”